Não que tente fazer alguma coisa pra mudar as palavras que já nem são mais ditas, mas bem que todo sentimento retido de algum ponto se abri pra realidade que nem nós sabemos ao direito.
Talvez a ânsia de tentar mudar tudo de uma vez, sufoque algo que nem tenha começado, ou mesmo a tímida variável “tempo” me faça esquecer o que eu desejava no meu intimo. Ou mesmo o excesso de desejo. Só sei que sempre acaba assim, dessa forma eloquente de sentimento. Por mais que se tente dizer que não, ainda se acha alguma coisa de boa no inferno, afinal de contas estamos constantemente batendo na porta e achando que ninguém vai atender. Ledo engano achar que o que começa ruim tem um final hollywoodiano com direito a suspiros emocionados da platéia, ou mesmo em pensar que temos controle do que fazemos, porque na verdade não temos. Estamos de passageiros nisso tudo, nessa maresia espessa e cinza dessa loucura de amor bandido que vivemos de quando em vez.
Nessa expectativa absurda e absorta de sentir com o que não existe, nos sentimos enganados e aparentemente gostamos disso, se não, não haveria a segunda vez. E pra ser honesto, a gente acaba se acostumando com inferno que está. Não quero e nem vou fazer alusão a qualquer porcaria que eu tenha feita ultimamente, mas se fizesse iria merecer mais que algumas linhas pra expor uma terça parte do que se faz a si mesmo quando se está ultrapassando seus próprios limites. Acabamos nos acostumando com tudo que de certa forma nos ajuda a superar qualquer deficiência natural. Eu não consigo me manter nessa mesmice de estar, de sentir qualquer coisa que não me impressione todos os dias in the Love, hate, sex and pain.
1 comentários:
Lindo!!!!!!!!!!!
Sempre ...
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