domingo, 12 de setembro de 2010

Sinner



A vida é tão medíocre quando não se sente de segundo a segundo, que podemos nos congelar com a monotonia.
Um tropeço, um salto, uma bala, um desvio, um amigo, um choque, um susto, um click, um sussurro é capaz de parar o que chamamos de vida, e quando não se aproveita o segundos que disse tudo parece tão inútil, desprovido de prazer.
Algums poderiam até recomeçar, outros preferem desligar todos os aparelhos por não aguentar.

Que sou um errante, eterno e incorrigivel errante. Daqueles que se apaixona todos os dias por música, pessoas, por coisas que nem existem, um mistura suave de aromas dos mais delicados e venenos mais sutis, eu provo.

E se eu tentar criar os meus próprios aromas e venenos talvez eu consiga chegar no gosto perfeito do meus segundos diarios, se eu puder tentar ao menos sentir a essência do que é morrer e viver a cada segundo com minha vontade incalta de ser um eterno apaixonado pelo prazer de ter prazer, do mediucre se tornaria fascinantemente belo. E todas as dores do meu mundo se sessaria, e as portas que sempre vi fechadas, se manteria entre-abertas, só bastaria empurrar...e entrar.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sumarenta



Com todos os sumos e sem gelo. É, enquanto tento me livrar dessa atravessia elouquente que é a insaciável procurar do que é se equilibrar em uma sacada, ando tentando entender toda esse ar retrô anos 80 com cara de filme do Tarantino.

Tirando o começo desnexado, e uma audácia tamanha de querer criar jargões. De doce, e gelado não há nada por enquanto no que espero nessas trilhas que mudam de amplitude com esse tempo arredio e implacável. Tudo soa como um chamariz pra uma vergonha entrelaçada do subconsciente Freudiano simplista que simplesmente eu estou. Não posso resumi tudo o que nem existe, mas posso abstrair a realidade, a minha realidade e espalhar aos ventos e desejar que minhas escolhas sejam as melhores.

Tentar entender? Não, acho melhor não. Deixe como estar. O ar da graça em tomar o susto é ser surpreendido, se ele é bom ou mal, ai é outra história.


H.P.D


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sinapses




Bem que ando desconfiado que minhas qualidades dissertativas foram para o quintos dos infernos. Ando tão fora de mim quanto à escrita que isso tem me apavorado. Não que eu ache que tenho um perfil de escritor de fim de semana, mas é frustrante quando se quer descarregar algumas sensações em forma de textos e o diabo da inspiração nem passa pela caneta ou pelas teclas se prefere.

Estou desconfiado que quanto mais sua mente esteja carregada de questões o quadro de ruim passa para pior, é ai que não sai nada mesmo, nem espremendo todo córtex a fim de pressioná-lo a produzir qualquer coisa que faça você dizer que é seu. Que na maior parte das vezes é só que você pode dizer mesmo.

Pois bem Mr. Brain. Faça-me um favor. Organize toda essa bagunça que você tem ai, e trate logo de por as coisas nos eixos por que estou meio cansado de te carregar e você não demonstrar serviço son of the bitch.Work Now.

H.P.D


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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Free



A adocicada sensação de liberdade nos confronta de quando em vez com a sensação de libertinagem, sem poupar clichês fajutos e desculpas para fazer o que o “diabo” gosta, nos metemos em situações demasiadamente forçadas por nós mesmos e depois nos sentimos mal por algo que fizemos.

Tirando o primeiro parágrafo que foi totalmente nostálgico e indecifrável assim como o autor. Talvez eu quisesse mesmo é dizer o obvio sobre a liberdade e talvez um pouco da libertinagem.

Aproveite sua liberdade, sua liberdade de pensar, de agir, de sentir o mundo a sua volta, de tocar. Tome o mundo em muitos ou em um gole só. Cante, cante alto e Pense por você mesmo. E se aventure se apaixone todos os dias, sinta a loucura da mesma sugar seu ar e deixe-a te conduzir a qualquer trilha que te faça se sentir mais vivo.

H.P.G


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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ondas.



Qualquer coisa que possa ser sentida é sentida. Na pele, nos poros, no suor que corre em nossos corpos, nossa inquietude de querer mais, na nossa vontade de amar descontroladamente, e inevitavelmente cai e sentir os arranhões.

Quero acreditar que é só mais uma onda vindo, uma de muitas que ultrapassei sem me molhar, mesmo sabendo que depois viria outra que nem mesmo sabia do tamanho. E que o que nos motiva, o tamanho dos obstáculos seja sentidos como chá de hortelã e que os arranhões sejam menos doloridos que espinhos em nossos dedos, pois a fome de sentir o mundo e suas inesgotáveis sensações, é deveras atraente e invariavelmente difícil de encontrar.


H.P.D

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Between two Bodies.

...enquanto a água fazia caminhos em seu corpo, trilhando suas curvas, quis te abraçar forte e dizer o quanto te desejava. Te sentir abraçada em mim tão forte com suas pequenas mãos, me deu a sensação de que se sentia segura onde estava, e ao mesmo tempo insegura, como que uma presa se apaixona pelo seu predador. E isso me excitou...e você sentiu no momento exato que desejei te possuir novamente...beijava sua boca sentindo a água molhando nossos corpos, enquanto minha mão acariciava sua nuca, sentia seus cabelos molhados, te segurei forte pra perto de mim.

Comecei a beijar seu pescoço, seu ombro, descendo mais, quis sentir seus seios em minha boca, enquanto corria minhas mãos você. Empresei-te na parede fria que em contato com seu corpo aqueceu, a vontade em sentir seu corpo inteiro com a língua era incontrolável, nesse exato momento levantei com carinho uma de suas penas enquanto eu estava ajoelhado entre elas, quis sentir meus lábios em seus “lábios”, você sentia com intensidade minha língua “tatear” seu sexo, deslizando deliciosamente... sentir seu néctar tocar meu paladar, e como um bom menino te bebi todinha não deixando nenhuma gota...

Em um lance muito rápido, corri minha língua em sua barriga subindo para seus seios, te virei de encontro com a parede rapidamente e puxei sua cintura de encontro ao seu “prazer” de um jeito intenso e safado, suas costas inclinadas em meu peito te beijava loucamente, correndo minhas mãos em seus seios, corri minhas mãos para seus ombros e em seguida segurei forte no seus cabelos em sua nuca, você soube exatamente o que queria sentir, de forma selvagem e deliciosa te penetrei por trás, enquanto você sentia a água cair lentamente em suas costas, sentindo meu amor te invadir, pulsando e sedento de tesão.

O calor de nossos corpos, meu sexo no seu nos deu uma sensação louca e prazerosa, um misto de pecado e prazer que nos atraia como ímãs. Queria sentir seu coração bater em seu ritmo, o vermelho da cor da sua pele e o vapor da aguar misturado com seu cheiro.

H.P.D

sábado, 3 de julho de 2010

Yes, I can.

Ao se lançar em qualquer empreitada, a regra geral é: fazer o melhor, dar o melhor de se, e não ter medo dos desafios.

Depois de 3 anos e meio na mesma função em uma empresa, na mesma área que se atua a mais de 6, na mesma sala, e ter visto pessoas entrando e saindo, setores sendo criados e sendo fechados, algumas crises e afins, da a impressão que seremos os últimos dos moicanos, bem, só impressão. As mudanças vêm uma hora ou outra, podem demorar, podem ser imediatas ou gradativas, mas elas chegam e por mais que se esteja preparado, no final , quando se assina os últimos papéis, se percebe que se construiu uma vida paralela a sua real e aquele gosto seco desce frio na garganta e te pressiona a sobreviver, ou melhor, a dançar conforme a música. (in your head you screem. Oh shit! What do I do now?)

Bem, gosto de mudanças, me dão a sensação de um começo sem os velhos erros e a vontade de crescer como nunca, e sei que elas nunca serão o problema, o problema real é quando não se está preparado pra elas ou que não se sabe fazer depois que elas se instalam.

And Now, José?

Bem, daqui algum tempo, saberei se eu estava preparado ou me deixei levar passivamente por essas trilhas e a euforia de viver ou apenas sobreviver a tudo isso.

Uma pessoa que admiro me disse que se precisa de mudanças, mesmo que não estivemos preparados pra elas, isso nos força a não ficarmos estagnados com o comodismo. Bem, se for, que seja uma etapa de muitas de um crescimento.

And now? Well, I will think about this, how when listering good music and buiding your dreams and hoping the better for your life. No, hoping no, searching the better way...my way.

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“Trying to be higher than I am…Tyring to see beyond what I can..”
Godsmck - The departed

HPD

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cold Night

Em uma noite fria, encontrei a sua porta entreaberta, não resistir em entrar. Você me esperava em sua cama, seminua, com um sorriso fácil e sedenta de desejo. Aproximo-me calmamente, observando seu corpo que me provocava, me excitava em te ter.

Me Sentei ao seu lado, comecei a acariciar sua pele, suavemente, sentia se arrepiar, quis no momento tocar seus lábios com meus dedos, quis entender como podia me sentir atraído desta forma tão voraz por aqueles lábios. Te beijei, sentir eles em minha boca, minha língua tocar na sua..senti a textura deles correndo aos cantos da boca. Deitamos-nos levemente, minha vontade em ter seu corpo a cada segundo que aumentava, assim como seu cheiro me excitava ao extremo e minhas mãos corriam em todo seu corpo, sentindo o calor e o tesão que passava.

Comecei a tirar sua blusa, te provocando enquanto beijava seus lábios, te segurei forte em sua cintura e te puxei pra perto da minha, quis senti seu sexo em minha mão, quando senti a sua querendo ter a mesma sensação. Nos despimos por completo, enquanto minhas mãos não queriam ficar paradas, comecei a beijar todo seu corpo...seus lábios, seu pescoço, sentindo seu sexo em minha boca....te enlouquecendo com minha língua...sentindo o gosto dos seus “lábios”, o prazer em ter seu corpo encostado no meu era um êxtase completo, uma droga viciante que me deixava louco de prazer.

Beijando seu corpo inteiro, comecei a te penetrar levemente, te fazendo sentir cada cm do meu amor no seu amor, me sentindo envolvido em você, sentindo o calor do seu corpo em um movimento excitante e louco, colocando todo meu amor em você, docemente, sentindo o prazer em sua face, o suor correndo em nossos corpos e minhas mãos fazendo o mesmo caminho no seu...

Acabamos nosso momento debaixo do chuveiro, vendo as gotas caindo em seu corpo, e as sensações se dissipando com a água. E a vontade de começar tudo novamente....


H.P.D

segunda-feira, 24 de maio de 2010

This is it.

Não que tente fazer alguma coisa pra mudar as palavras que já nem são mais ditas, mas bem que todo sentimento retido de algum ponto se abri pra realidade que nem nós sabemos ao direito.

Talvez a ânsia de tentar mudar tudo de uma vez, sufoque algo que nem tenha começado, ou mesmo a tímida variável “tempo” me faça esquecer o que eu desejava no meu intimo. Ou mesmo o excesso de desejo. Só sei que sempre acaba assim, dessa forma eloquente de sentimento. Por mais que se tente dizer que não, ainda se acha alguma coisa de boa no inferno, afinal de contas estamos constantemente batendo na porta e achando que ninguém vai atender. Ledo engano achar que o que começa ruim tem um final hollywoodiano com direito a suspiros emocionados da platéia, ou mesmo em pensar que temos controle do que fazemos, porque na verdade não temos. Estamos de passageiros nisso tudo, nessa maresia espessa e cinza dessa loucura de amor bandido que vivemos de quando em vez.

Nessa expectativa absurda e absorta de sentir com o que não existe, nos sentimos enganados e aparentemente gostamos disso, se não, não haveria a segunda vez. E pra ser honesto, a gente acaba se acostumando com inferno que está. Não quero e nem vou fazer alusão a qualquer porcaria que eu tenha feita ultimamente, mas se fizesse iria merecer mais que algumas linhas pra expor uma terça parte do que se faz a si mesmo quando se está ultrapassando seus próprios limites. Acabamos nos acostumando com tudo que de certa forma nos ajuda a superar qualquer deficiência natural. Eu não consigo me manter nessa mesmice de estar, de sentir qualquer coisa que não me impressione todos os dias in the Love, hate, sex and pain.